
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aproveitar uma possível viagem aos Estados Unidos, prevista para março, para tratar diretamente com o ex-presidente Donald Trump sobre a necessidade de respeito à soberania brasileira e à lisura das eleições de 2026.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que o encontro teria peso estratégico em um ano pré-eleitoral.
Segundo interlocutores do governo, a principal preocupação é evitar qualquer tipo de interferência externa no processo democrático brasileiro, especialmente por parte de aliados internacionais da direita e de grandes empresas de tecnologia que possam influenciar o debate político e eleitoral no país.
A visita à Casa Branca também deve ser utilizada para avançar em outros pontos da agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Entre os temas previstos estão a retirada de tarifas comerciais, a situação política e humanitária da Venezuela, o fortalecimento do multilateralismo e a defesa da reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), com ênfase no Conselho de Segurança.
Além disso, Lula pretende discutir a criação ou fortalecimento de um Conselho de Paz e reforçar o papel do Brasil como um interlocutor confiável no cenário internacional, mesmo diante de divergências políticas com o governo norte-americano.
