PDT sinaliza que deve ser o primeiro partido a romper com o PSB na Frente Popular de Pernambuco

O clima de camaradagem entre os deputados federais que presidem partidos na Frente Popular e o pré-candidato a governador Danilo Cabral (PSB) tem explicação: muitos deles estão preocupadíssimos com a possibilidade de não se reelegerem neste ano. Com o fim das coligações para a disputa de cargos proporcionais, apenas o PSB, o PT, o PP e o Republicanos conseguiram montar chapas competitivas para eleger deputados federais no campo da Frente Popular. Por isso, disputar a vaga de senador é visto como o caminho da salvação política para muitos dirigentes partidários.

O presidente do PDT de Pernambuco, Wolney Queiroz, foi o primeiro líder partidário a levar a público a informação de que pode migrar para a oposição caso não conquiste a vaga para disputar o Senado na Frente Popular. “Se não pudermos participar do palanque como candidato ao Senado, vamos reabrir a discussão no partido para ver os passos. Temos conversado com outras forças mais ao centro, o que não é nosso caminho natural”, ameaçou o deputado em uma entrevista de rádio, acrescentando que tem preferência por Miguel Coelho (UB) na oposição e que não pretende apoiar Lula no primeiro turno.

Wolney não é o nome mais forte na disputa interna pela vaga. Antes dele, há a possibilidade da vaga ser ocupada por um candidato do PT, pelo deputado André de Paula (PSD), pelo deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) ou pelo deputado Eduardo da Fonte (PP). Isso só mostra que, quando o PSB definir o seu nome para o Senado, a base da Frente Popular deve rachar, pois é impossível agradar a todos nesse momento. Passado o clima de lua de mel após a indicação, já há quem ameace pular fora do barco de Danilo Cabral antes mesmo dele começar a naufragar.

Coluna do Diego Lagedo.

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