
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um novo desabafo público na manhã desta segunda-feira (28), ao chegar à sede do Partido Liberal, no centro de Brasília. Em fala direcionada a jornalistas, Bolsonaro reclamou das restrições judiciais que vem enfrentando e afirmou estar sendo “atacado de tudo”, sem poder se defender da forma como gostaria.
Segundo ele, até decisões de fora do país, como tarifas impostas pelo ex-presidente americano Donald Trump, estariam sendo usadas contra si. “Sou responsabilizado até por ‘tarifaço’ de Trump”, ironizou o ex-presidente.
Monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro disse estar impedido de se manifestar livremente. “Pede uma autorização do Supremo para eu falar com o Metrópoles que eu falo”, desafiou.
Além da tornozeleira, o ex-presidente cumpre outras medidas restritivas: está proibido de usar redes sociais, de se comunicar com outros investigados e de sair de casa à noite e nos fins de semana.
As restrições estão ligadas a investigações envolvendo uma possível tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Lula (PT), além de outros inquéritos em andamento. Um deles apura se Bolsonaro colaborou com seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em ações nos Estados Unidos que teriam como objetivo pressionar por sanções contra autoridades brasileiras.
