
No cenário político de 2024, especialmente em Caruaru, temos vivido tempos em que o jornalismo é testado pelo caráter ou pela falta dele. E quando o ego fala mais alto que a ética, nascem figuras que mancham a comunicação local.
O chamado “blogueiro mal caráter” é aquele que se vende ao sabor das conveniências, corta laços com um grupo político por interesse e, depois, tenta voltar rastejando, derramando lágrimas de arrependimento, mas não por consciência, e sim por conveniência.
Em Caruaru, há quem tenha vivido exatamente essa trajetória neste ano eleitoral. Rompeu com um grupo por motivações pessoais e políticas, vestiu a capa de crítico feroz, mas logo percebeu que não havia chão firme fora da estrutura que o sustentava e ainda seu grupo foi derrotado. O arrependimento veio, mas tarde demais para esconder o oportunismo.
É aí que entra a importância da formação jornalística. A ausência dela abre espaço para atitudes que flertam mais com o autoritarismo que com a ética da comunicação. Alguns, sem preparo técnico ou moral, agem como filhos de ditadores midiáticos, opinam sem responsabilidade, atacam sem provas, e mudam de lado como quem troca de roupa.
Que essa eleição de 2026, que é logo ali, sirva para separar quem comunica com verdade de quem apenas ecoa interesses. O jornalismo sério resiste. E quem se vende, cedo ou tarde, é cobrado.
Por: Jornalista e especialista em política Kalebe Pereira.
